Equipamentos para isolamento de exossomos são sistemas que separam exossomos e vesículas extracelulares de amostras biológicas de forma padronizada, rápida e com menor dependência do operador. São destinados exclusivamente ao uso em pesquisa (Research Use Only, RUO).
Nesta categoria, a Dafratec oferece o ExoFaster-600, plataforma da Upper Biotech que utiliza cromatografia de exclusão por tamanho (SEC) para isolar pequenas vesículas extracelulares (sEVs) na faixa de 40 a 150 nm.
Diferente dos métodos manuais, que dependem do operador e geram maior variabilidade, o isolamento automatizado transforma um protocolo trabalhoso em um processo controlado e reprodutível, condição essencial para pesquisas que exigem consistência entre amostras e comparabilidade entre estudos.
Para que servem os equipamentos de isolamento de exossomos
Exossomos são pequenas vesículas extracelulares, geralmente entre 40 e 150 nm, liberadas por células em fluidos biológicos como plasma, urina e meios de cultura.
Elas carregam proteínas, lipídios e material genético, o que as torna relevantes para pesquisas exploratórias sobre biomarcadores, comunicação intercelular e mecanismos biológicos.
O desafio está no isolamento. Por conviverem com proteínas solúveis, lipoproteínas e agregados de tamanho semelhante, as vesículas exigem métodos capazes de separá-las dos contaminantes sem comprometer sua integridade. Um preparo inadequado gera baixa reprodutibilidade, interferência nas análises e dificuldade de comparação entre experimentos.
A padronização do isolamento é um dos principais gargalos da pesquisa com vesículas extracelulares, e a automação é o caminho mais direto para superá-lo.
Equipamentos automatizados respondem a esse problema ao entregar isolamento consistente, com pureza e rendimento controlados, liberando o pesquisador das etapas manuais mais sensíveis do protocolo.
ExoFaster-600: isolamento de exossomos por cromatografia de exclusão por tamanho
O ExoFaster-600 automatiza a separação por SEC para isolar sEVs de sobrenadantes de cultura celular, soro, plasma e outros espécimes biológicos. O sistema opera com programas padronizados ou definidos pelo usuário e processa de 1 a 9 amostras por corrida.
Destaques informados pelo fabricante:
- Rapidez: isolamento de sEVs de até 9 amostras em 48 minutos;
- Pureza: ≥ 1,0 × 108 partículas/µg de proteína;
- Seletividade: ≥ 90% das partículas na faixa de 40 a 150 nm;
- Integridade: morfologia vesicular preservada, confirmada por microscopia eletrônica de transmissão (TEM).
Nos dados comparativos do fabricante, obtidos por NTA, Western blot e TEM, o ExoFaster-600 apresentou menor sinal das lipoproteínas ApoA-1 e ApoB do que a ultracentrifugação diferencial (dUC). Especificações completas e gráficos estão na página do ExoFaster-600.
Tipos de amostra e aplicações em pesquisa
O ExoFaster-600 foi desenvolvido para diferentes tipos de amostra biológica utilizados em universidades, institutos e laboratórios de pesquisa. Entre os espécimes compatíveis estão:
- soro e plasma;
- urina;
- líquido cefalorraquidiano;
- leite;
- sobrenadante de cultura celular;
- amostras vegetais;
- cultura bacteriana.
Essa versatilidade torna o isolamento automatizado útil em pesquisas de biomarcadores, proteômica, análise de RNA, ensaios funcionais e caracterização de EVs por técnicas como NTA, f-NTA, nano-flow cytometry e citometria de fluxo.
Vantagens do isolamento automatizado frente aos métodos tradicionais
A literatura aponta a cromatografia de exclusão por tamanho como uma abordagem com boa pureza, menor teor de contaminantes proteicos e maior reprodutibilidade de recuperação em comparação à ultracentrifugação (Grenhas et al., 2024). Ao automatizar esse princípio, o equipamento reúne as seguintes vantagens:
- redução da variabilidade entre operadores;
- protocolo rápido, com múltiplas amostras por corrida;
- preservação da integridade morfológica das vesículas;
- maior comparabilidade entre experimentos;
- menor esforço manual nas etapas críticas do preparo.
Para laboratórios que trabalham com volumes crescentes de amostras, esses ganhos se traduzem em resultados mais confiáveis e em estudos mais fáceis de reproduzir.
Perguntas frequentes sobre isolamento de exossomos
Quais são os principais métodos de isolamento de exossomos?
Os mais utilizados são ultracentrifugação diferencial, cromatografia de exclusão por tamanho, precipitação com polímeros e captura por afinidade. Cada método tem vantagens e limitações em pureza, rendimento, tempo e reprodutibilidade.
Por que automatizar o isolamento de exossomos?
A automação padroniza as etapas mais sensíveis do protocolo, reduz a variabilidade entre operadores e aumenta a comparabilidade entre experimentos e estudos.
Qual a diferença entre o isolamento por SEC e a ultracentrifugação?
A SEC separa as vesículas pelo tamanho ao passarem por uma coluna porosa, com operação suave e boa separação de proteínas solúveis. A ultracentrifugação separa por sedimentação em alta força g, exige mais tempo de preparo e tende a apresentar maior variabilidade entre operadores.
Os equipamentos de isolamento de exossomos podem ser usados em diagnóstico?
Não. Os equipamentos desta categoria são destinados exclusivamente ao uso em pesquisa (RUO).
Quais amostras podem ser processadas?
No caso do ExoFaster-600: soro e plasma, urina, líquido cefalorraquidiano, leite, sobrenadante de cultura celular, amostras vegetais e cultura bacteriana.
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O ExoFaster-600 está disponível no Brasil pela Dafratec. Fale com nossa área técnica para avaliar como o isolamento automatizado de exossomos pode padronizar o preparo de vesículas extracelulares no seu fluxo de pesquisa.
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