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Capa do Artigo Estabilidade de Asfaltenos em Petróleo Bruto: Avaliação Segundo a ASTM D7061 com o TURBISCAN LAB

Estabilidade de Asfaltenos em Petróleo Bruto: Avaliação Segundo a ASTM D7061 com o TURBISCAN LAB

Entenda como o TURBISCAN LAB avalia a estabilidade de asfaltenos conforme a ASTM D7061, detectando precocemente a floculação e a separação de fases em petróleo bruto.

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Por: Dafratec | Em 03/08/2026 | Artigo
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A nota de aplicação da Microtrac apresenta uma avaliação da estabilidade de asfaltenos em cinco amostras de petróleo bruto utilizando o TURBISCAN LAB. As amostras foram preparadas conforme o procedimento descrito na ASTM D7061, permitindo comparar os resultados obtidos pelo equipamento com o Número de Separabilidade (SN) utilizado como referência pelo método.

Estabilidade de Asfalteno com Turbiscan LabOs resultados permitiram classificar as amostras conforme sua reserva de estabilidade e apresentaram boa correlação com os valores de Número de Separabilidade. 

Além da classificação das amostras, a análise indicou que o TURBISCAN LAB é capaz de detectar, acompanhar e quantificar a desestabilização dos asfaltenos antes que a separação de fases se torne visualmente evidente.

A amostra menos estável apresentou variação de transmissão de 63,6% e Número de Separabilidade de 17,7, enquanto as amostras mais estáveis registraram variações próximas de 31% e valores de SN entre 14,0 e 14,3.

Como esses fenômenos podem começar antes da formação de depósitos visíveis, o monitoramento óptico da amostra ajuda a identificar riscos de instabilidade ainda em seus estágios iniciais.

Neste artigo, você verá:

  • o que são asfaltenos e por que sua estabilidade é importante;
  • como funciona o ensaio baseado na ASTM D7061;
  • o que representa o Número de Separabilidade;
  • como o TURBISCAN LAB monitora transmissão e retroespalhamento;
  • como interpretar os resultados obtidos nas cinco amostras;
  • quais são as aplicações da análise na indústria de petróleo.

Por que a estabilidade dos asfaltenos é importante?

Sequência de béqueres ilustra os estágios da estabilidade de asfaltenos, com agregação progressiva e formação de sedimentos em petróleo.

Os asfaltenos são uma das frações mais pesadas e complexas do petróleo e, em condições normais, permanecem dispersos na fase líquida. Alterações na composição, temperatura, pressão ou na mistura entre diferentes petróleos podem reduzir essa estabilidade, favorecendo a formação de agregados, a floculação e a precipitação dessas partículas.

Quando esse processo ocorre, podem surgir problemas como formação de borras, incrustações, obstrução de tubulações e incompatibilidade entre diferentes correntes de petróleo. 

Por isso, monitorar a estabilidade dos asfaltenos é uma prática importante para prevenir falhas operacionais, avaliar misturas e apoiar o controle de qualidade em processos de produção, transporte, armazenamento e refino.

Detectar a instabilidade dos asfaltenos antes da formação de depósitos visíveis permite tomar decisões preventivas e reduzir riscos operacionais ao longo da cadeia de petróleo e gás.

O que é a ASTM D7061?

A ASTM D7061 é um método utilizado para avaliar a estabilidade de óleos combustíveis pesados e petróleos contendo asfaltenos. O ensaio se baseia na desestabilização controlada da amostra por meio da adição de n-heptano.

Pipeta adiciona n-heptano a um béquer com petróleo bruto, iniciando a desestabilização e floculação dos asfaltenos.

O n-heptano reduz a capacidade do meio líquido de manter os asfaltenos dispersos. Com isso, as partículas começam a flocular e, dependendo da estabilidade da amostra, podem precipitar e sedimentar.

Característica Descrição
Objetivo Avaliar a reserva de estabilidade da amostra
Agente de desestabilização n-heptano
Princípio de análise Monitoramento da transmissão óptica
Tempo de ensaio 15 minutos
Resultado Número de Separabilidade, também chamado de Separability Number ou SN

O que é o Número de Separabilidade?

O Número de Separabilidade, identificado pela sigla SN, é um valor utilizado para representar a tendência de uma amostra apresentar floculação e separação de fases.

De maneira geral, quanto maior o SN, menor é a reserva de estabilidade do petróleo. Valores menores indicam que os asfaltenos permaneceram mais estáveis durante o período de análise.

Resultado de SN Reserva de estabilidade Interpretação
Baixo Alta Menor tendência à floculação e à separação
Alto Baixa Maior tendência à floculação e à separação

Um Número de Separabilidade elevado indica baixa estabilidade: a amostra apresenta maior tendência à floculação, precipitação e separação de fases.

Como funciona a análise da estabilidade de asfaltenos?

O procedimento experimental apresentado na nota de aplicação foi realizado com cinco amostras de petróleo bruto. A preparação seguiu as recomendações da ASTM D7061.

O ensaio foi realizado nas seguintes etapas:

  • diluição do petróleo bruto em tolueno;
  • adição de n-heptano para provocar a desestabilização dos asfaltenos;
  • transferência rápida da mistura para a célula de medição;
  • início imediato do monitoramento óptico;
  • registro dos sinais de transmissão e retroespalhamento ao longo da altura da amostra;
  • repetição das leituras a cada minuto durante 15 minutos.

Foram utilizados 7 mL de amostra no TURBISCAN CLASSIC OIL SERIES e 25 mL nos frascos do TURBISCAN LAB.

Como o TURBISCAN LAB detecta a desestabilização?

Turbiscan Lab - Analisador de Estabilidade de Emulsões
O TURBISCAN LAB realiza varreduras ópticas ao longo de toda a altura da amostra. Durante cada leitura, o equipamento registra os sinais de transmissão e de retroespalhamento, também chamado de backscattering.

A transmissão corresponde à quantidade de luz que atravessa a amostra e alcança o detector. O retroespalhamento representa a parcela da luz desviada pelas partículas e direcionada de volta ao sistema óptico.

Alterações nesses sinais ao longo da altura e do tempo permitem identificar fenômenos como:

  • floculação;
  • agregação;
  • sedimentação;
  • migração de partículas;
  • clarificação da fase contínua;
  • formação de depósitos no fundo do recipiente.

O diferencial da análise está em acompanhar a amostra ao longo do tempo e da altura, permitindo identificar onde a instabilidade começa e como ela evolui.

Perfis de transmissão e retroespalhamento

Na amostra denominada Petróleo Bruto 4, os perfis de transmissão e retroespalhamento foram registrados durante os 15 minutos do ensaio.

O primeiro perfil de medição é apresentado em azul e o perfil final em vermelho. A comparação entre as curvas permite visualizar as alterações ocorridas durante a análise.

Gráficos de transmissão e retroespalhamento ao longo da altura da amostra de petróleo bruto durante 15 minutos de análise no TURBISCAN.
Figura 1. Perfis de transmissão e retroespalhamento registrados ao longo da altura da amostra de petróleo bruto 4, evidenciando a evolução da floculação e da sedimentação dos asfaltenos durante o ensaio.

O perfil apresentou aumento da transmissão na região intermediária da amostra e aumento do retroespalhamento na parte inferior do frasco.

Essas alterações indicam que os asfaltenos começaram a formar flocos e migraram para o fundo do recipiente. A região intermediária ficou progressivamente mais clara, aumentando a passagem da luz, enquanto o acúmulo de material na parte inferior elevou o sinal de retroespalhamento.

O aumento da transmissão no centro e do retroespalhamento no fundo evidencia a floculação seguida pela precipitação dos asfaltenos.

Como a floculação afeta o sinal de transmissão?

Além de visualizar os perfis completos, o software permite selecionar uma região específica da amostra e acompanhar a evolução do sinal em função do tempo.

Na nota de aplicação, foi analisada a variação da transmissão entre 15 e 45 mm de altura. Essa região representa a parte intermediária do frasco, onde a clarificação provocada pela precipitação pode ser monitorada.

Curvas de evolução do sinal de transmissão ao longo de 15 minutos para cinco amostras de petróleo bruto analisadas com o TURBISCAN LAB.
Figura 2. Evolução do sinal de transmissão na região entre 15 e 45 mm da amostra durante o ensaio, mostrando como a floculação dos asfaltenos aumenta a transmissão óptica ao longo do tempo.

Quanto maior o aumento da transmissão ao longo do ensaio, maior foi a intensidade da floculação e da precipitação dos asfaltenos.

Isso ocorre porque, à medida que os agregados se formam e sedimentam, a região intermediária da amostra apresenta menor concentração de partículas suspensas. Com menos partículas dispersando e absorvendo a luz, a transmissão aumenta.

Comparação entre as cinco amostras de petróleo

As curvas de transmissão permitiram classificar as cinco amostras de acordo com sua estabilidade.

A amostra Petróleo Bruto 2 apresentou a maior evolução da transmissão e, portanto, foi considerada a menos estável. As amostras Petróleo Bruto 1 e Petróleo Bruto 4 apresentaram as menores alterações e foram classificadas como as mais estáveis.

Classificação de estabilidade Amostra Comportamento observado
Maior estabilidade Petróleo Bruto 1 Baixa evolução da transmissão
Maior estabilidade Petróleo Bruto 4 Baixa evolução da transmissão
Estabilidade intermediária Petróleo Bruto 3 Alteração moderada da transmissão
Estabilidade intermediária Petróleo Bruto 5 Alteração mais pronunciada da transmissão
Menor estabilidade Petróleo Bruto 2 Maior aumento da transmissão

Comparação com o Número de Separabilidade da ASTM D7061

Os resultados obtidos com o TURBISCAN LAB foram comparados aos valores de Número de Separabilidade medidos com o TURBISCAN CLASSIC OIL SERIES.

A classificação das amostras com base na variação da transmissão foi consistente com a classificação obtida pelo SN.

Amostra Variação da transmissão após 15 minutos Número de Separabilidade
Petróleo Bruto 1 31,1% 14,0
Petróleo Bruto 4 31,3% 14,3
Petróleo Bruto 3 33,3% 14,7
Petróleo Bruto 5 38,3% 14,9
Petróleo Bruto 2 63,6% 17,7

A amostra Petróleo Bruto 2 apresentou a maior variação de transmissão, com 63,6%, e também o maior SN, com valor de 17,7. Isso confirma sua menor reserva de estabilidade.

Por outro lado, as amostras Petróleo Bruto 1 e Petróleo Bruto 4 apresentaram os menores valores de variação da transmissão e os menores valores de SN, indicando maior estabilidade.

Quanto maior a variação da transmissão após 15 minutos, maior foi o Número de Separabilidade e menor a estabilidade da amostra.

O que os resultados demonstram?

Os resultados mostram que o TURBISCAN LAB pode diferenciar amostras de petróleo bruto de acordo com sua estabilidade de asfaltenos.

A correlação entre a variação da transmissão e o Número de Separabilidade indica que o equipamento acompanha a mesma tendência de classificação proposta pela ASTM D7061.

Além de classificar as amostras, a medição permite observar a cinética da desestabilização. Isso significa que o usuário não recebe apenas um valor final, mas também acompanha como a floculação, a precipitação e a sedimentação evoluem durante o ensaio.

Vantagens do TURBISCAN LAB para análise de petróleo

O TURBISCAN LAB utiliza uma tecnologia de varredura óptica capaz de analisar fenômenos de instabilidade sem diluir, retirar ou manipular a amostra durante a medição.

Entre as principais vantagens para a análise de estabilidade de asfaltenos estão:

  • monitoramento de toda a altura da amostra;
  • registro simultâneo de transmissão e retroespalhamento;
  • identificação de floculação, precipitação e sedimentação;
  • detecção de alterações antes da separação visual;
  • acompanhamento da cinética de desestabilização;
  • comparação objetiva entre diferentes amostras;
  • resultados correlacionados ao Número de Separabilidade;
  • realização do ensaio em 15 minutos;
  • maior sensibilidade para alterações iniciais.

Mais do que indicar se uma amostra é estável ou instável, o TURBISCAN LAB mostra quando, onde e com que intensidade a desestabilização ocorre.

Aplicações na indústria de petróleo e combustíveis

A avaliação da estabilidade de asfaltenos pode ser utilizada em atividades de pesquisa, desenvolvimento, controle de qualidade e acompanhamento de processos.

Entre as principais aplicações estão:

  • avaliação de petróleo bruto;
  • análise de óleos combustíveis pesados;
  • estudos de compatibilidade entre diferentes petróleos;
  • seleção de proporções de mistura;
  • avaliação do efeito de diluentes e aditivos;
  • controle de qualidade antes do armazenamento;
  • estudos de formação de borras;
  • investigação de problemas de sedimentação;
  • desenvolvimento de estratégias para prevenção de depósitos;
  • comparação entre condições de processo.

Estabilidade de asfaltenos e compatibilidade de misturas

Dois petróleos podem apresentar comportamento estável quando analisados separadamente e, ainda assim, formar precipitados quando misturados.

Isso acontece porque a mistura altera o equilíbrio entre os componentes responsáveis por manter os asfaltenos dispersos. Um petróleo mais parafínico, por exemplo, pode reduzir a solubilidade dos asfaltenos presentes em outra corrente.

A análise instrumental permite testar diferentes proporções de mistura e identificar combinações com maior risco de floculação.

Avaliar a compatibilidade antes da mistura em escala industrial ajuda a reduzir o risco de formação de borras em tanques, tubulações e equipamentos.

Conclusão

A avaliação da estabilidade de asfaltenos é uma etapa importante para reduzir riscos operacionais associados à formação de borras, precipitados e depósitos em sistemas de produção, transporte, armazenamento e refino de petróleo. 

Como demonstrado na nota de aplicação, o TURBISCAN LAB permite detectar e acompanhar a desestabilização dos asfaltenos antes que ela se torne visualmente evidente, apresentando boa correlação com o Número de Separabilidade (SN) da ASTM D7061 e fornecendo informações que auxiliam na comparação de amostras, na avaliação de misturas de petróleos, no estudo de aditivos e na prevenção da formação de depósitos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e controle de qualidade.

Análise de Estabilidade de Asfaltenos com a Dafratec

A Dafratec representa no Brasil a Microtrac, fabricante da linha TURBISCAN, referência mundial em análise de estabilidade de dispersões, emulsões, suspensões e outros sistemas complexos. As soluções utilizam varredura óptica para detectar fenômenos como floculação, sedimentação, creme, coalescência e separação de fases antes que sejam perceptíveis visualmente, contribuindo para atividades de pesquisa, desenvolvimento, controle de qualidade e otimização de processos industriais.

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Além do fornecimento dos equipamentos, a Dafratec oferece suporte técnico especializado, treinamento e consultoria para auxiliar laboratórios e indústrias na seleção da tecnologia mais adequada para cada aplicação.

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