Genepoint atinge a marca de 10 milhões de amostras biológicas armazenadas em clientes.
O número divulgado pela Genepoint Technologies ajuda a dimensionar sua presença em operações reais e o crescimento de uma tecnologia desenvolvida para armazenar, localizar e recuperar amostras biológicas em grande escala.

Esse marco internacional ocorre em um momento importante para o Brasil. O país amplia suas redes de biobancos, trabalha na harmonização de procedimentos e cria novos acervos especializados.
Conforme essas estruturas crescem, aumenta também a necessidade de organizar o armazenamento físico sem perder o controle sobre a localização, o histórico e as condições de preservação de cada amostra.
A Genepoint Technologies Soluções em Ultrafreezers e Biobancos

A Genepoint desenvolve soluções para armazenamento automatizado em ultrabaixa temperatura e criogenia.
Seus sistemas combinam:
- controle térmico,
- movimentação automatizada,
- gestão de inventário e rastreabilidade,
Atendendo desde laboratórios que começam a ampliar seus acervos até grandes estruturas dedicadas ao armazenamento de milhões de amostras.
O que os 10 milhões de amostras representam para o Brasil
Enquanto o Brasil amplia suas redes de biobancos, harmoniza procedimentos e cria novos acervos, a Genepoint apresenta a experiência de quem já atende operações que, somadas, ultrapassam 10 milhões de amostras armazenadas.

O objetivo não é comparar o volume alcançado internacionalmente com a dimensão atual dos biobancos brasileiros. O marco mostra que os sistemas da fabricante já são utilizados para lidar com questões que surgem em qualquer operação que começa a ganhar escala:
como localizar rapidamente uma amostra específica;
como registrar entradas, retiradas e transferências;
como reduzir a exposição das demais amostras durante uma recuperação;
como diminuir manipulações manuais;
como relacionar cada tubo à sua posição e ao seu histórico;
como ampliar a capacidade sem perder o controle sobre o acervo.
Essa experiência pode servir de referência para instituições brasileiras que estejam planejando novos biobancos ou avaliando como modernizar estruturas já existentes.
A expansão da Rede Fiocruz de Biobancos
A Rede Fiocruz de Biobancos é um dos exemplos mais claros desse movimento no país. Em apresentação institucional realizada em 2025, a instituição informou possuir cinco biobancos credenciados e outros cinco em desenvolvimento.
Entre os próximos passos apresentados estão a expansão da rede, a inclusão de novos biobancos e parceiros, a busca por sustentabilidade e a adoção de novas tecnologias.
A ampliação dessas estruturas é importante para a pesquisa em saúde pública, o desenvolvimento e a validação de testes diagnósticos e terapias, os estudos epidemiológicos, genômicos e proteômicos, a medicina personalizada e a resposta a emergências sanitárias.
Esse crescimento, porém, não envolve apenas a instalação de novos equipamentos ou a abertura de mais espaços para armazenamento. Quanto maior e mais distribuído for o acervo, maior será a necessidade de identificar corretamente as amostras, registrar sua localização, controlar as movimentações e garantir que os materiais permaneçam disponíveis para pesquisas futuras.
A harmonização dos procedimentos
Outro movimento importante está na harmonização das práticas entre os diferentes biobancos.
A Rede Fiocruz mantém grupos de trabalho voltados à parametrização, à harmonização de procedimentos operacionais e às práticas relacionadas ao consentimento. A intenção é estabelecer referências comuns para que materiais provenientes de diferentes unidades sejam coletados, processados, armazenados e documentados de maneira comparável.
A padronização começa na definição dos protocolos institucionais. A automação não substitui esses protocolos, mas pode ajudar a executá-los de forma mais repetível.
Em um sistema automatizado, as rotinas de entrada, armazenamento, localização e recuperação deixam de depender exclusivamente da busca e da movimentação manual. Cada operação pode ser associada à identificação da amostra, ao seu endereço dentro do acervo e ao histórico das movimentações realizadas.
Isso reduz a distância entre o procedimento estabelecido no papel e o que efetivamente acontece durante a rotina do biobanco.
O fortalecimento das redes de biobancos
A estratégia brasileira também avança na formação de redes capazes de compartilhar amostras e informações entre diferentes unidades e instituições.
Entre os benefícios apontados pela Rede Fiocruz estão o acesso a amostras diversificadas e dados padronizados, a descentralização das operações, o atendimento regional e nacional e o aumento da capacidade de resposta a emergências.
Para que esse modelo funcione, não basta conhecer o volume total armazenado. É necessário saber quais amostras estão disponíveis, onde se encontram, em quais condições foram mantidas e quais movimentações ocorreram ao longo do tempo.
Quando milhares de tubos, caixas e racks passam a integrar uma mesma operação, a localização física e a informação associada à amostra precisam caminhar juntas. É nesse ponto que sistemas automatizados e plataformas de gestão podem ajudar a sustentar o crescimento do acervo sem reduzir o controle operacional.
Um novo marco para pesquisas com seres humanos
O ambiente regulatório brasileiro também passa por mudanças.
A Lei nº 14.874/2024 estabeleceu novas regras para pesquisas com seres humanos e instituiu o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. A legislação foi regulamentada pelo Decreto nº 12.651/2025.
Em 2026, o Ministério da Saúde publicou orientações relacionadas à implementação desse sistema, incluindo procedimentos aplicáveis aos biobancos. Os documentos podem ser consultados na relação de normas e resoluções disponibilizada pelo Instituto Evandro Chagas.
A legislação não determina que os biobancos utilizem sistemas automatizados. O movimento regulatório, no entanto, reforça a importância de governança, documentação, definição de responsabilidades e controle sobre os materiais utilizados em pesquisas.
Nesse cenário, tecnologias capazes de registrar operações e integrar a localização física das amostras às suas informações podem apoiar a organização dos processos internos de cada instituição.
Referenciais técnicos para uma operação consistente
A ABNT NBR ISO 20387:2020 também aparece entre os referenciais citados pela Rede Fiocruz de Biobancos. A norma estabelece requisitos gerais relacionados à competência, à imparcialidade e à operação consistente de biobancos.
Assim como a legislação brasileira, a norma não exige que o armazenamento seja automatizado. A escolha da infraestrutura depende das características e dos objetivos de cada biobanco.
A relação com a automação está na capacidade de apoiar pontos importantes para uma operação consistente, como:
rastreabilidade das amostras;
registro das movimentações;
controle de acesso;
repetibilidade das rotinas;
redução da exposição térmica durante a retirada;
integração entre inventário físico e informações;
acompanhamento do crescimento do acervo.
A tecnologia deve ser entendida como parte da infraestrutura utilizada para executar os procedimentos definidos pelo biobanco, e não como substituta da gestão da qualidade.
Novos biobancos especializados continuam sendo criados
Além da organização e da ampliação de redes existentes, o Brasil também acompanha a criação de novos acervos especializados.
Em 2026, foi anunciado o primeiro biobanco público de células-tronco da Rede de Hospitais Universitários Federais, instalado no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Segundo a Andifes, a estrutura armazenará células-tronco obtidas da polpa de dentes de leite e do cordão umbilical, além de amostras de sangue, soro e plasma. O material poderá apoiar pesquisas em cardiologia, neurologia, infectologia e medicina regenerativa.
O exemplo mostra que o movimento brasileiro não se limita a reorganizar acervos já existentes. Novas coleções continuam sendo formadas e poderão crescer à medida que mais projetos e instituições utilizarem suas amostras.
Tecnologias Genepoint disponíveis no Brasil
A Dafratec representa a Genepoint no Brasil e disponibiliza soluções para diferentes volumes, temperaturas e níveis de automação.
Snorkel: armazenamento automatizado a –80 °C
O Snorkel é um repositório automatizado a –80 °C disponível em diferentes configurações.

Dependendo da versão, o sistema pode recuperar racks ou vials individuais automaticamente. O compartimento de armazenamento não precisa ser aberto manualmente para cada operação, reduzindo a exposição das demais amostras às variações externas.
A linha possui capacidade de até 150 mil amostras e conta com o software SampleAtlas para gestão das informações e das movimentações.
Kiosk: automação para biobancos de grande escala
O Kiosk é uma solução de armazenamento automatizado a –80 °C voltada a operações de maior porte.

O sistema automatiza etapas de entrada, identificação, armazenamento e retirada. O picking de tubos é realizado no interior do ambiente refrigerado, permitindo que uma amostra específica seja recuperada sem retirar racks completos ou expor o restante do acervo.
Sua arquitetura pode ser configurada para acompanhar a expansão de grandes estruturas de armazenamento.
Hatch Series: picking criogênico a –150 °C
O Hatch Series foi desenvolvido para operações que exigem armazenamento criogênico e recuperação automatizada.

O sistema realiza o picking de vials e a movimentação de racks dentro do tanque, a –150 °C. Dessa forma, as amostras permanecem no ambiente criogênico durante o processo de seleção.
A linha oferece capacidade de até 67.500 amostras, conforme a configuração, e pode ser integrada a sistemas de gestão de informações.
Crest Series: armazenamento criogênico até –190 °C
O Crest Series é uma linha de sistemas para preservação prolongada em nitrogênio líquido, com temperaturas de até –190 °C.

A série inclui modelos Classic, com operação manual assistida, e Premium, com abertura automatizada, rotação de racks e mecanismos de elevação para facilitar a recuperação.
As configurações disponíveis armazenam de 19.500 a 99.200 criotubos, permitindo adequar a capacidade ao tamanho do acervo.
Cada biobanco exige uma configuração diferente
A automação não deve ser definida somente pelo número de amostras armazenadas.
A escolha do sistema depende da temperatura necessária, do tipo de material biológico, dos formatos de tubos e placas, da frequência de acesso, do volume diário de entradas e retiradas e do crescimento esperado para o acervo.
Também é necessário considerar o nível de automação desejado. Algumas operações precisam apenas melhorar a organização e a localização dos materiais. Outras necessitam de picking individual, integração com sistemas de informação e movimentação automatizada em grande escala.
Por isso, Snorkel, Kiosk, Hatch e Crest não representam versões sucessivas de uma mesma solução. Cada linha atende uma combinação diferente de temperatura, capacidade e rotina operacional.
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Perguntas Frequentes Sobre Armazenamento Automatizado
1. O que é o armazenamento automatizado de amostras biológicas?
É o uso de equipamentos e softwares para controlar a entrada, identificação, localização, preservação e recuperação de amostras com menor dependência de movimentações manuais.
2. Quais são os benefícios do armazenamento automatizado?
A automação facilita a localização das amostras, registra movimentações, reduz manipulações manuais, diminui a exposição térmica e melhora a integração entre o inventário físico e as informações do acervo.
3. O armazenamento automatizado é indicado apenas para grandes biobancos?
Não. Existem soluções para laboratórios em expansão e para grandes biobancos. A escolha depende da capacidade, da frequência de acesso, da temperatura e do nível de automação necessário.
4. Como a automação reduz a exposição térmica das amostras?
Sistemas automatizados podem recuperar tubos ou racks específicos sem abrir todo o compartimento de armazenamento ou retirar grandes conjuntos de amostras do ambiente controlado.
5. Qual é a diferença entre armazenamento a –80 °C e armazenamento criogênico?
O armazenamento a –80 °C utiliza ultrafreezers e atende diferentes materiais biológicos. O armazenamento criogênico opera em temperaturas mais baixas, como –150 °C ou até –190 °C, conforme os requisitos de preservação.
6. O que é o picking automatizado de tubos?
É a seleção e recuperação automática de um tubo específico dentro do sistema. Dependendo do equipamento, o picking ocorre no próprio ambiente refrigerado ou criogênico.
7. Como escolher um sistema de armazenamento automatizado?
A escolha deve considerar temperatura, tipo de material biológico, formato dos tubos ou placas, capacidade, frequência de acesso, movimentação diária, integração com softwares e crescimento previsto do acervo.