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Purificação de Vetores Lentivirais com Exodus H-600: Recuperação de 63% e Caracterização por TEM

Purificação de vírus e VLPs com Exodus H-600: integridade estrutural preservada por TEM e recuperação lentiviral de 63%. Disponível no Brasil pela Dafratec.

Por: Dafratec | Em 23/03/2026 | Artigo
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Vírus e VLPs como Ferramentas Científicas e Terapêuticas

Por serem patógenos em nanoescala com alta especificidade estrutural e capacidade de replicação, os vírus são amplamente utilizados em diversos campos, incluindo a biologia molecular, o desenvolvimento de vacinas e a terapia gênica. As partículas semelhantes a vírus (VLPs), estruturas ocas formadas pela automontagem de proteínas estruturais virais, apresentam segurança e imunogenicidade, tornando-as indispensáveis para a pesquisa de vacinas e sistemas de administração de medicamentos. 

Wallpaper 3D sci-fi com vírus e partículas semelhantes a vírus (VLPs) em nanoscale flutuando em um ambiente bioluminescente de alta tecnologia, com fitas de DNA entrelaçadas e nanopartículas douradas, sobre um fundo azul profundo com iluminação volumétrica cinematográfica.

Tanto os vírus quanto as VLPs servem como ferramentas essenciais em investigações científicas fundamentais destinadas a elucidar mecanismos celulares e descobrir estratégias terapêuticas inovadoras. 

Tecnologia Exodus H-600

O Exodus H-600, desenvolvido pela Exodus Bio, é capaz de eliminar rapidamente impurezas — como ácidos nucleicos livres e proteínas — das amostras, ao mesmo tempo em que retém vírus e VLPs com eficiência, prevenindo agregação de partículas e entupimento de membrana durante o processo. Ao empregar purificação de baixa força de cisalhamento, garante produtos-alvo com alta pureza e atividade biológica, aumentando a eficiência experimental e a consistência dos resultados.

Tecnologia Exodus H-600 aplicada a isolamento e purificação viral

Aplicação do Exodus H-600 na Purificação e Enriquecimento de Vírus e VLPs

Esta nota de aplicação apresenta os resultados experimentais documentados pela Exodus Bio para purificação de vírus e VLPs com o H-600, seguidos de contexto técnico sobre desafios de purificação viral, princípio de operação do equipamento e aplicações documentadas.

  • Resultados: caracterização estrutural por TEM
  • Resultados: recuperação de vetores lentivirais
  • Desafios técnicos na purificação de vírus e VLPs
  • Princípio de operação do Exodus H-600
  • Aplicações documentadas
  • FAQ

Caso 1: Purificação de Vírus e VLPs: Caracterização por Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM)

A Exodus Bio documentou a caracterização por microscopia eletrônica de transmissão (TEM) de três tipos de partículas purificadas com o Exodus H-600, demonstrando preservação de morfologia típica em cada caso.

Caracterização por TEM de bacteriófagos, partículas de automontagem de proteínas de fagos e vírus da Febre do Vale do Rift (RFV) purificados com Exodus H-600 — morfologia preservada, barra de escala 100 nm
Figura 1 — Caracterização por TEM de vírus e partículas semelhantes a vírus. Utilizando o Exodus H-600, foram obtidas imagens de TEM de alta resolução para destacar a morfologia típica de bacteriófagos, partículas de automontagem de proteínas de fagos e do vírus da Febre do Vale do Rift (Rift Valley Fever Virus — RFV). O isolamento realizado pelo H-600 preserva a integridade do vírus ou da partícula, condição essencial para uma análise estrutural precisa. Barra de escala = 100 nm.

Bacteriófagos 

As imagens de TEM revelam morfologia típica e preservada, com estruturas de cabeça e cauda íntegras. A preservação dessas estruturas é essencial para aplicações em fagoterapia e estudos de interação fago-hospedeiro.

Partículas de automontagem de proteínas de fagos

As VLPs apresentaram morfologia esférica uniforme, sem evidência de agregação ou colapso estrutural, indicando que o processo de baixo cisalhamento manteve a integridade das partículas ocas.

RFV

O vírus da Febre do Vale do Rift, arbovírus de relevância em saúde pública e objeto de pesquisa em vacinas, foi isolado e caracterizado com morfologia preservada. A resolução das imagens confirma adequação do processo para análise estrutural de partículas nessa faixa de tamanho.

A preservação da morfologia viral após purificação é um indicador direto de que o método não induziu desnaturação proteica nem ruptura de envelope — condição necessária para que estudos estruturais e funcionais subsequentes produzam dados válidos.

Caso 2: Recuperação de Vetores Lentivirais após Purificação com Exodus H-600

Os vetores lentivirais são ferramentas centrais em terapia gênica e edição genômica por sua capacidade de integração estável no genoma de células em divisão e quiescentes. A eficiência de purificação é avaliada por dois parâmetros complementares: o título infeccioso (partículas funcionalmente ativas) e o título físico (total de partículas, ativas ou não).

Gráfico de recuperação do título infeccioso e físico de vetores lentivirais após purificação com Exodus H-600 — título infeccioso de 9,86×10⁷ para 1,56×10⁹ com 63,29% de recuperação; título físico de 2,5×10¹⁰ para 3,95×10¹¹ com 63,0% de recuperação
Figura 2 — Resultados da taxa de recuperação do título da infecção lentiviral. Após purificação com o Exodus H-600, o título infeccioso aumentou de 9,86 × 10⁷ para 1,56 × 10⁹, com taxa de recuperação de 63,29%, e o título físico aumentou de 2,5 × 10¹⁰ para 3,95 × 10¹¹, com taxa de recuperação de 63,0%.

A taxa de recuperação de ~63% é consistente com a faixa reportada na literatura para purificação de vetores lentivirais em etapas individuais, métodos baseados em TFF e cromatografia AEX reportam recuperações entre 20–80% dependendo do protocolo e escala

O dado mais relevante é a equivalência entre as taxas de recuperação infecciosa (63,29%) e física (63,0%): em métodos que causam dano estrutural, a recuperação de título físico tende a superar a de título infeccioso, refletindo enriquecimento de partículas defeituosas. 

A proporção próxima de 1 observada indica que o processo preservou a funcionalidade das partículas recuperadas, conforme documentado pela Exodus Bio.


Desafios Técnicos na Purificação de Vírus e VLPs

Impurezas e complexidade da matriz amostral

Vírus e VLPs coexistem nas amostras com impurezas de tamanho e massa molecular variados: ácidos nucleicos livres, proteínas do hospedeiro, agregados proteicos e debris celulares. A separação seletiva dessas impurezas sem degradar a partícula viral é o problema central de qualquer processo de purificação nesse contexto.

Limitações dos métodos convencionais

Métodos convencionais como a ultracentrifugação em gradiente de sacarose e a cromatografia de troca iônica oferecem pureza razoável, mas apresentam limitações conhecidas: força de cisalhamento elevada, risco de agregação de partículas, tempo de processamento longo e dificuldade de escalonamento. Sistemas de filtração com fluxo unidirecional resultam em entupimento progressivo da membrana e perda de rendimento. 

Comparações documentadas pelo fabricante mostram superioridade do Exodus H-600 em pureza e rendimento para EVs frente à ultracentrifugação, com remoção de proteínas superior a 99%. 

Para vírus, os dados disponíveis focam na preservação de integridade estrutural (TEM) e na equivalência entre títulos infeccioso e físico; comparações quantitativas diretas com outros métodos de purificação viral estão limitadas aos casos documentados pelo fabricante.

Atividade biológica como critério de qualidade

Para vetores virais usados em terapia gênica, partículas fisicamente intactas mas funcionalmente inativas inflariam o título físico sem correspondência no título infeccioso, comprometendo dose, eficácia e reprodutibilidade experimental. A preservação da atividade biológica durante a purificação é, portanto, tão crítica quanto a remoção de impurezas.


Princípio de Operação do Exodus H-600

O Exodus H-600 opera por nanofiltração de membrana dupla integrada a dois mecanismos de oscilação simultâneos, conforme especificação técnica da Exodus Bio:

  • NPO (Negative Pressure Oscillation): oscilação periódica de pressão negativa que mobiliza o fluido de forma controlada, reduzindo o acúmulo de material na superfície da membrana e prevenindo entupimento progressivo.
  • HO (Double-Coupled Ultrasonic Harmonic Oscillations): oscilações harmônicas ultrassônicas acopladas que mantêm as partículas em suspensão homogênea, prevenindo agregação durante o processo.

Esses dois mecanismos combinados permitem que ácidos nucleicos livres e proteínas sejam removidos continuamente, enquanto vírus e VLPs — retidos pela membrana nanoporosa em função do tamanho — são concentrados e enriquecidos. O processo ocorre com força de cisalhamento reduzida, determinante para preservar a atividade biológica das partículas.

Vale notar que o Exodus H-600 é primariamente projetado para o isolamento de exossomos e vesículas extracelulares (EVs), alcançando pureza aproximada de 99% e rendimento de ~90% em diversos biofluidos, conforme documentado pela Exodus Bio. A purificação de vírus e VLPs é uma das aplicações-chave do sistema, com dados experimentais publicados pelo fabricante para as amostras descritas nesta nota.

Principais especificações técnicas do H-600:

  • Volume de amostra: 10 µL a 250 mL
  • Velocidade máxima de processamento: 200 mL/h
  • Temperatura do reservatório: 2–8 °C
  • Tamanhos de dispositivo de isolamento: S, M e L
  • Display: tela touch de 10,4" com monitoramento em tempo real
  • Esterilização UV interna com desligamento automático após 30 min
  • Capacidade de registro: até 20.000 isolamentos


Aplicações Documentadas do Exodus H-600 em Vírus e VLPs

O Exodus H-600, embora otimizado primariamente para o isolamento de exossomos e vesículas extracelulares (EVs) com alta pureza (~99%) e rendimento (~90%) em diversos biofluidos — conforme demonstrado no estudo de validação do sistema publicado na Nature Methods —, tem aplicações documentadas e validadas experimentalmente pelo fabricante para purificação de vírus e partículas semelhantes a vírus (VLPs). Seu mecanismo de nanofiltração com dupla membrana, combinado com oscilações de pressão negativa periódica (NPO) e oscilações harmônicas ultrassônicas duplamente acopladas (HO), permite remoção eficiente de impurezas (ácidos nucleicos livres e proteínas) com baixo cisalhamento, preservando integridade estrutural e funcional das partículas maiores, como vírus e VLPs.

Exossomos Urinários para Rastreamento Genético de Origem

Ilustração esquemática do corpo humano com mapa de proporções teciduais de origem de exossomos urinários (painel a), destacando predominância da bexiga (bladder) em rosa; painéis adicionais mostram contribuições de tipos celulares (b: células endoteliais, basais, monócitos), expressão gênica diferencial em genes como APP, FTO (c), e curvas ROC com AUC alto para diagnóstico de câncer de rim e bexiga (e e f).
Figura representativa do artigo "The genetic source tracking of human urinary exosomes" (PNAS, 2021). Painel (a): mapa corporal com proporções absolutas de tecidos contribuintes para exossomos urinários, com predominância da bexiga (bladder). Painel (b): proporções de tipos celulares (ex.: células endoteliais em destaque). Painéis (c) e (d): expressão gênica diferencial em câncer de rim e bexiga. Painéis (e) e (f): curvas ROC mostrando alto desempenho diagnóstico (AUC ~90% para rim e bexiga). Essa figura ilustra o uso de exossomos urinários isolados via EXODUS para rastreamento não invasivo de origens teciduais e celulares. (Adaptado de Zhu et al., PNAS 118(43): e2108876118).

Um estudo publicado na PNAS utilizou o sistema EXODUS para isolar exossomos de urina humana de alta pureza, permitindo análise transcriptômica que identificou a origem primária na bexiga, com contribuições de células endoteliais, basais e monócitos. Essa aplicação demonstra o potencial do Exodus H-600 em pesquisas de biomarcadores urinários não invasivos, com relevância para diagnósticos em oncologia e medicina de precisão.

Fonte: https://doi.org/10.1073/pnas.2108876118

Análise Proteômica e Transcriptômica de EVs e Seus Subconjuntos em Lágrimas

Um estudo publicado na ACS Nano utilizou o sistema EXODUS (iTEARS) para isolar rapidamente exossomos de lágrimas humanas (em poucos microlitros e minutos), permitindo análise proteômica e transcriptômica que identificou proteínas e miRNAs associados a doenças oculares e sistêmicas, como olho seco e retinopatia diabética. Complementado por pesquisa na Science Advances, que isolou subpopulações de EVs por tamanho em lágrimas de indivíduos saudáveis via EXODUS, revelando perfis proteômicos detalhados (mais de 1800 proteínas quantificáveis) e origens teciduais, destacando o potencial para diagnósticos não invasivos via lágrimas.

Imagem composta com painéis ilustrativos: (a) esquema de coleta de lágrimas via tira de Schirmer e isolamento de small EVs (sEVs); (b) diagrama de Venn mostrando proteínas diferencialmente expressas (DEPs) em olho seco (DES), doença do olho seco evaporativo (EDE) e controles saudáveis (HC); (c) enriquecimento de termos GO para localização e vias em EVs; (d) sobreposição de proteínas diferencialmente expressas em retinopatia diabética (DR), diabetes mellitus (DM) e controles; (e) heatmap de proteínas relacionadas à saúde ocular; (f) chaperoninas e vias de biogênese/apoptose; (g) mapa corporal com distribuição tecidual de proteínas em EVs; (h) contribuições celulares (neurônios, células de Müller, sangue/imunes) em subpopulações de EVs.
Figura representativa dos artigos "Proteomic and transcriptomic analysis of EVs and their subset from tears" (ACS Nano, 2022, 16(8): e11720) e complementado por Sci Adv. 2023. Painel (a): método de coleta não invasiva de lágrimas e isolamento rápido de EVs via EXODUS. Painéis (b–d): análises comparativas de proteínas diferencialmente expressas e enriquecimentos funcionais em condições oculares e sistêmicas (ex.: olho seco, retinopatia diabética). Painéis (e–f): heatmaps destacando proteínas chave relacionadas à saúde ocular, chaperoninas e vias de biogênese/apoptose. Painéis (g–h): origens teciduais e celulares das EVs em lágrimas, revelando potencial para diagnósticos não invasivos. (Adaptado de estudos que utilizam o sistema EXODUS para isolamento de EVs lacrimais).

Fonte: https://doi.org/10.1021/acsnano.2c02531 (ACS Nano, 2022) e https://doi.org/10.1126/sciadv.adg1137 (Sci Adv, 2023)

Análise Transcriptômica e Metabólomica de Exossomos Plasmáticos

Um estudo publicado na Clinical and Translational Medicine utilizou o sistema EXODUS para isolar small extracellular vesicles (sEVs/exossomos) circulantes no plasma sanguíneo de pacientes com pancreatite aguda grave (SAP), pancreatite aguda leve (MAP) e controles saudáveis. A análise transcriptômica integrada com metabolômica identificou RNAs longos diferenciais (mRNAs e lncRNAs), vias enriquecidas (como gap junction, sinalização HIF-1 e respostas imunes) e biomarcadores potenciais como MIF e TUBA1B, correlacionados com metabólitos (ex.: dopamina), destacando o potencial diagnóstico de exossomos plasmáticos em pancreatite aguda grave.

Imagem composta com painéis: (a) esquema de isolamento de EVs do plasma usando o sistema EXODUS; (b) distribuição percentual de mRNA e lncRNA em EVs; (c e d) volcano plots de RNAs diferenciais em MAP vs HC e SAP vs HC; (e) heatmap de proteínas/gens diferencialmente expressos entre SAP e MAP (ex.: MIF, TUBA1B); (f) correlações entre metabolitos e genes; (g) diagrama de vias comuns alteradas (KEGG) e sobreposição entre mRNA e metabólitos; (h) análise O2PLS destacando loadings de genes como TUBA1B e MIF, e expressão relativa em SAP vs MAP.
Figura representativa do artigo "Transcriptomic and metabolomic analysis of plasma exosomes" (Clinical and Translational Medicine, 2022, 12(10): e1034). Painel (a): processo de isolamento rápido de small extracellular vesicles (EVs/exossomos) do plasma via EXODUS. Painel (b): composição de RNAs longos em EVs. Painéis (c–d): perfis de expressão diferencial em pancreatite aguda leve (MAP) e grave (SAP) vs controles saudáveis (HC). Painel (e): heatmap destacando biomarcadores potenciais como MIF e TUBA1B. Painéis (f–g): correlações e vias metabólicas/KEGG compartilhadas. Painel (h): análise multivariada O2PLS confirmando associações chave (ex.: dopamina, gap junction, Parkinson-related pathways). Essa figura demonstra o potencial diagnóstico de exossomos plasmáticos isolados pelo Exodus H-600 em pancreatite aguda grave. (Adaptado do estudo original).

Fonte: https://doi.org/10.1002/ctm2.1034

Análise Proteômica Diferencial e Impressão Digital Proteômica de Exossomos Plasmáticos

Um estudo publicado na ACS Nano utilizou o sistema EXODUS para isolar exossomos de plasma humano de forma rápida e de alta pureza, permitindo análise proteômica diferencial e fingerprinting proteômico em amostras de indivíduos saudáveis e com condições patológicas. A abordagem identificou perfis proteicos específicos, proteínas diferencialmente expressas e assinaturas proteômicas potenciais como biomarcadores, destacando a aplicabilidade do Exodus H-600 em pesquisas de diagnóstico não invasivo, monitoramento de doenças e descoberta de alvos terapêuticos via exossomos circulantes no plasma.

Imagem composta mostrando: (a) esquema de coleta de plasma, isolamento de EVs com EXODUS e análise por MALDI-TOF MS para fingerprinting proteômico em controles (HC), pancreatite aguda leve (MAP) e grave (SAP); (b) workflow de análise label-free com RAPDx e descoberta de proteínas diferencialmente expressas; (c) distribuição tecidual de proteínas detectadas em EVs; (d) gráficos de intensidade relativa para proteínas chave como DEFA1, FN1, CD14 e SAA1; (e–f) espectros MALDI detalhados destacando picos de SAA1, SAA2 e formas modificadas (des-Arg); (g–h) perfis de intensidade relativa em diferentes grupos.
Figura representativa do artigo "Differential proteomic analysis and proteomic fingerprinting of plasma exosomes" (ACS Nano, 2023, DOI: 10.1021/acsnano.3c00922). Painel (a): fluxo completo de isolamento de exossomos plasmáticos usando o sistema EXODUS seguido de análise por espectrometria de massa MALDI-TOF para fingerprinting proteômico. Painel (b): diagrama do workflow label-free com tracking de proteínas diferencialmente expressas (ex.: DEFA1, FN1, SAA1, CD14). Painel (c): origens teciduais das proteínas detectadas. Painéis (d–h): intensidades relativas e espectros destacando biomarcadores como SAA1/SAA2 em SAP vs MAP vs HC, com potencial para diagnóstico não invasivo de pancreatite aguda grave. (Adaptado do estudo original).

Fonte: https://doi.org/10.1021/acsnano.3c00922


FAQ — Perguntas Frequentes sobre o Exodus H-600 na Purificação de Vírus

O que é o Exodus H-600?

É um sistema automático de nanofiltração de membrana dupla desenvolvido pela Exodus Bio, otimizado primariamente para o isolamento de exossomos e vesículas extracelulares (EVs), com aplicação documentada também para vírus e VLPs. Utiliza oscilação de pressão negativa (NPO) e oscilações harmônicas ultrassônicas (HO) para remover impurezas e concentrar as partículas de interesse a partir de amostras biológicas.

Qual a diferença entre título infeccioso e título físico em vetores virais?

O título físico contabiliza todas as partículas virais presentes na amostra, independentemente de serem funcionais. O título infeccioso mede apenas as partículas capazes de infectar células-alvo. A razão entre os dois é um indicador direto da qualidade do processo de purificação.

O que significa purificação por baixo cisalhamento?

Cisalhamento (shear force) é a força mecânica aplicada ao fluido durante o processamento. Métodos de alto cisalhamento, como a ultracentrifugação, podem romper partículas frágeis ou desnaturar proteínas de superfície. O baixo cisalhamento do H-600 reduz esse risco, preservando estrutura e função das partículas.

O Exodus H-600 é adequado para purificação de vetores AAV?

O site da Exodus Bio documenta aplicações com lentivírus, bacteriófagos e VLPs. Aplicações com AAV não estão documentadas publicamente até o momento. Outros vetores podem ser compatíveis pelo mecanismo de baixo cisalhamento e retenção por tamanho, mas isso não foi verificado publicamente. Recomenda-se consulta direta ao fabricante para essa aplicação específica.

Como o sistema previne o entupimento da membrana?

A oscilação periódica de pressão negativa (NPO) mobiliza continuamente o fluido na interface da membrana, impedindo o acúmulo progressivo de material — fenômeno conhecido como fouling — limitação comum em sistemas de filtração tangencial convencional.

Quais impurezas são removidas durante a purificação com o Exodus H-600?

Ácidos nucleicos livres e proteínas são as principais impurezas eliminadas. O tamanho dessas moléculas, inferior ao das partículas virais, permite que atravessem a membrana nanoporosa enquanto vírus e VLPs são retidos e concentrados.

Qual o volume máximo de amostra que o H-600 processa?

O Exodus H-600 processa volumes de 10 µL a 250 mL, com velocidade máxima de 200 mL/h, conforme especificação técnica do fabricante.

O Exodus H-600 está disponível no Brasil?

Sim. O Exodus H-600 é distribuído no Brasil pela Dafratec, distribuidora especializada em equipamentos científicos de alta precisão para bioprocessos, análise de partículas e caracterização de materiais.

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